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quarta-feira, dezembro 16, 2009

E agora?

Comecei um teste ontem e terminei hoje de manhã, pois é muito extenso, mas recomendo: www.temperamento.com.br, é um teste psicológico, na realidade é um estudo científico, que vale mesmo a pena fazer. Terminei a primeira etapa que me mostrou uma "realidade", níveis de medo altos e controle e raiva médios, e então passei para a segunda que eu achei a mais interessante... O diagnóstico da fase psiquiátrica foi probabilidade de: depressão, distimia, ansiedade generalizada e transtorno de personalidade borderline, fobia social, personalidade esquizóide.. (nossa) que pesquisando sobre os assunto vi que realmente tem algumas coisas a ver comigo. Então.. fiz várias ligações na parte da manhã para psiquiatras, pois pensei em marcar uma consulta para ter uma outra opinião e assim pensar na melhor maneira de resolver o problema, mas nenhum nem da cidade e nem da região atende pelo meu plano de saúde, então por enquanto, vou deixar assim (e vi no quanto esses médicos se aproveitam das fragilidades das pessoas sendo que o principal objetivo deveria ser o bem do próximo).
Fiquei preocupada ao pensar que partes da minha personalidade podem ser problemas, ou podem me causar muito mais prejuízos que antes. http://www.mentalhelp.com/Borderline.htm
Não que eu tenha todos os sintomas, mas tenho dificuldade para lidar com coisas da minha infância, que para algumas outras pessoas pode ser besteira. Talvez o mais marcante era outras crianças cantando "gorda baleia saco de areia..." e eu querendo ser magra e popular como as outras guriazinhas, mas no lugar disso sempre fui a "CDF" ou a fdp que não dava cola e nem emprestava o material. Eu dou risada disso agora, mas tem muitas coisas que ficaram. A desconfiança, o medo e várias outras que agrediram uma personalidade que estava se formando. Tenho traumas de adolescencia também, de ser usada pelas outras pessoas, de falta de amigos e de confiança, pois realmente não tinha nenhuma pessoa boa por perto e não dava valor para a minha família o que me traz culpas e arrependimentos.
Mas tudo isso é evolução, pra que pensar que tenho um problema, quando na realidade estava passando por aprendizados necessários para meu futuro, para meu crescimento. E continuo...
Estive lendo outros transtornos de personalidade, mas não é porque algumas pessoas se encaixam em algum deles é que precisamos de tratamento. Não precisamos entrar em um padrão e nem nos manter iguais aos outros. Conflitos são comuns e necessários para que se possa ser cada dia melhor, cada dia em mais sintonia com algo maior. Será que com remédios, ficariamos todos iguais e até que ponto isso é positivo? E se todos decidissem se tratar e o que seriam das nossas personalidades? As pessoas mais importantes de nossa história poderiam ter sido consideradas obsecadas, antisociais, paranóicas, esquizóides, e etc..
Não acredito que esses traços marcantes meus (e nem os de ninguém) sejam um distúrbio que não deveria existir. Essa sou eu, defeitos e virtudes, mas sou eu e vou mudar, com certeza, mas não são remédios ou médicos (pois é um negócio muito vantajoso, pois os remédios patrocinam os médicos que já não ganham o suficiente em cima das fraquezas dos individuos, para que estes conduzam os pacientes a pensarem que não podem viver sem medicações) que vão me ajudar. Por mais que o mundo queira me induzir a pensar assim.