domingo, janeiro 05, 2014

Inícios, Meios e Fins



Nas últimas conversas que tive durante o trabalho comecei  uma análise, nem grande e nem nem pequena, diria apenas que fiz algumas constatações. Ainda não consigo compreender o tamanho de minha imperfeição, sei que é enorme pois todas as decisões que tomei esse ano, acabaram de uma maneira ou outra se voltando contra mim, talvez  o impulso, talvez o medo, não sei bem a motivação do fracasso. Em contraste a isso, percebi que tudo o que aconteceu alheio a minha vontade e que na hora eu tive imensa dificuldade de aceitar foi tudo que ocorreu de melhor esse ano. Não sei se todo mundo que exija de si um feedback sobre suas decisões vá ter esse retorno, mas acho inaceitável em um ano não fazer nada certo. Não posso desmerecer minhas conquistas, mas poxa, onde já viu ao invés de facilitar a vida dificultá-la de maneira tão grotesca. Claro, foi tudo pensando em acertar, sempre, ninguém faz nada pensando que vai dar errado, mas imagino em um universo paralelo como teria sido mais feliz se tivesse escolhido Ibirubá no lugar de Palmeira das Missões para trabalhar depois do curso. Sei a motivação que tive, mas será que justifica? Agora não mais.  Enfim, morar em palmeira foi excruciante, em todos os sentidos possíveis, até que tomei a decisão de voltar para Cruz Alta, ah, essa sim foi horrível. Aluguei uma casa com amigos que prezaram mais uma piscina do que amizade, mas, dizem que essas coisas acontecem né, estou de volta na casa dos meus pais. Eu, minhas bagagens e meu gato Miguel.Talvez o erro das decisões seja procurar uma maneira de voltar atrás, a crueldade está em tentar acertar algo que você já fez pensando que estaria fazendo o certo.
Para 2014, vou tomar decisões, engoli-las e digeri-las, sem outras opções e quanto aos erros, o mesmo será feito.  Partirei da premissa de que  não existe decisão mal tomada e sim mal aceita.
Apesar de todos esses infelizes acontecimentos de 2013, foi possível ver as linhas de Deus costurando o destino e trazendo o que estava rasgado para o lugar correto. Cada dia vejo que ter serenidade, é crucial para viver bem. E sobre a esperança... Sei lá!

(Texto escrito no dia 31/12/2013) 

Se eu pudesse te criava, só pra me fazer sorrir.

Meu coração parece ter parado mais uma vez, a poesia não tem sentido, é frio até mesmo no calor mais intenso.A angústia e o vazio são os únicos sentimentos que fazem parte do meu cotidiano. Como curar essa dor? Como superar o dia de ontem, caminhar sem mágoas no presente e sem medo do amanhã?
Ah, o medo! Esse sim tem sido presença marcante em minha vida. Já faz pouco tempo, mas noto que perdi muito por culpa dele e continuarei perdendo, se assim for.
Todas as noites e todo o amanhecer, independente do horário que eu for dormir eu faço uma oração e peço que a dor passe, que otimismo prevaleça e que algo aconteça em minha vida que faça tudo isso curar. Eu não perco a esperança (apesar de todo dia ficar mais difícil acreditar.).
O que eu mais queria hoje? Certamente era ter alguém para mandar uma mensagem de bom dia, um oi durante a tarde e dar um beijo caloroso ao encontrar. Sim, quente, nem morno, nem frio.. Algo quente.  Alguém que despertasse em mim a vontade de estar junto, que me fizesse não ter medo de algo que parece tão simples quanto um abraço, que tirasse as travas junto com as minhas roupas. Sei que é possível pois já vivi isso, por qual motivo não poderia viver novamente essas emoções? Só talvez meu coração devesse escolher melhor quem...
Quando vejo casais, que superaram inúmeras dificuldades pra ficarem juntos eu me sinto totalmente inútil, pois nem sequer tive um amor pelo qual lutar de forma tão fervorosa, mas de fato, opostos até se atraem, mas somente se distrarem.
Idealizo, imagino, quase materializo, quase... me fez lembrar Aerosmith - Hole in my soul...

Se eu pudesse, te criava, só pra me fazer sorrir.