Nas últimas conversas que tive durante o trabalho
comecei uma análise, nem grande e nem
nem pequena, diria apenas que fiz algumas constatações. Ainda não consigo
compreender o tamanho de minha imperfeição, sei que é enorme pois todas as
decisões que tomei esse ano, acabaram de uma maneira ou outra se voltando
contra mim, talvez o impulso, talvez o
medo, não sei bem a motivação do fracasso. Em contraste a isso, percebi que
tudo o que aconteceu alheio a minha vontade e que na hora eu tive imensa
dificuldade de aceitar foi tudo que ocorreu de melhor esse ano. Não sei se todo
mundo que exija de si um feedback sobre suas decisões vá ter esse retorno, mas
acho inaceitável em um ano não fazer nada certo. Não posso desmerecer minhas conquistas,
mas poxa, onde já viu ao invés de facilitar a vida dificultá-la de maneira tão
grotesca. Claro, foi tudo pensando em acertar, sempre, ninguém faz nada
pensando que vai dar errado, mas imagino em um universo paralelo como teria
sido mais feliz se tivesse escolhido Ibirubá no lugar de Palmeira das Missões
para trabalhar depois do curso. Sei a motivação que tive, mas será que
justifica? Agora não mais. Enfim, morar
em palmeira foi excruciante, em todos os sentidos possíveis, até que tomei a
decisão de voltar para Cruz Alta, ah, essa sim foi horrível. Aluguei uma casa
com amigos que prezaram mais uma piscina do que amizade, mas, dizem que essas
coisas acontecem né, estou de volta na casa dos meus pais. Eu, minhas bagagens
e meu gato Miguel.Talvez o erro das decisões seja procurar uma maneira de
voltar atrás, a crueldade está em tentar acertar algo que você já fez pensando
que estaria fazendo o certo.
Para 2014, vou tomar decisões, engoli-las e digeri-las, sem
outras opções e quanto aos erros, o mesmo será feito. Partirei da premissa de que não existe decisão mal tomada e sim mal
aceita.
Apesar de todos esses infelizes acontecimentos de 2013, foi
possível ver as linhas de Deus costurando o destino e trazendo o que estava
rasgado para o lugar correto. Cada dia vejo que ter serenidade, é crucial para
viver bem. E sobre a esperança... Sei lá!
(Texto escrito no dia 31/12/2013)
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