domingo, setembro 04, 2011

Ahhh o Amor...

Seria este, o causador de todas as dores humanas existentes? (Ou a falta dele..)
A semana passada foi muito complicada, realmente não aceito certos conceitos morais que a sociedade me apresenta... Por ser responsável pelo recursos humanos, escutei a frase "tem o ônus e o bônus do que você faz.." estou até agora procurando o bônus, afinal, não acho que a função gratificada que recebo seja suficiente para ser considerada um "bônus"... E vejo, de forma muito imoral a maneira que as políticas públicas se apresentam e é muito frustrante estar dentro dos meios sujos que elas usam... Tive um surto, por não querer fazer parte disto e abandonei uma reunião, com um ataque de choro. Não me arrependo, afinal o colega que eu "tomei" as dores, é uma pessoa muito importante pra mim e realmente eu não poderia fazer parte daquilo. Um ato nobre? Talvez, mas ainda estou esperando as retalhações que estão por vir e é óbvio, que não tenho medo. Medo teria, se fosse a favor das injustiças, medo de mim, medo de olhar o espelho e ver aquele reflexo, o do fracasso com ar de retidão, ou seja, um farsa, uma máscara, como boa parte das pessoas.
Ainda estou tentando entender, onde o amor entra, no lado negativo desta história. Talvez o amor em uma de suas formas, agiu, para que eu pudesse pensar em uma maneira de salvar esse colega do lugar ruim que ele iria e acredito que consegui. Neste mesmo dia, tive provas de gratidão e de amizade e posso com certeza dizer que amor é amor refletido.
Mas eu ainda tento achar em mim, o que eu faço de errado, que atraio um tipo X de pessoas para manter relacionamentos desamorosos..
Hoje, estou tão cansada, que não sei se consigo fazer uma análise clara da minha situação atual, acabei refletindo e simplesmente não sei que "tipo" de pessoa sou, mesmo que talvez, cada caso seja diferente um do outro e uma outra "janaina" vai aparecer, dependendo da intensidade do relacionamento. Não sei se sou ciumenta, possessiva, carinhosa, pegajosa, amorosa, não sei dizer como sou, nem quem sou ou então algo muito mais difícil, dizer o que eu realmente quero da vida nesse momento... Eu acredito que preciso de um companheiro, amigos, um emprego onde eu seja respeitada pelo meu caráter, me formar, morar sozinha (ou acompanhada), ter a opção de sair nos finais de semana e não ter como única opção ficar em casa, conseguir plantar uma árvore e flores, adotar um outro cachorro, ganhar um gato, viajar... Será que tudo isso me faria realmente feliz? Eu não sei, atualmente a "pílula da felicidade" não faz mais nenhum efeito... Pois eu não sei onde eu deixei o amor... E esta semana, encontrei 10% dele no meu ato, mas ele está quebrado...
Quero ter tempo de juntar os pedaços e fazer uma carta de amor dizendo que choro toda a noite de saudade... (Digo isso, pois li uma carta de amor de dois adolescentes e fiquei emocionada ao ver que aquilo não é bobo, é apenas a inocência, que foi perdida, e isso é triste..)
Continuo vendo a depressão de forma positiva, ela incentiva a evolução e nos faz melhores a cada dia, o problema é que ser melhor, nos deixa notar, o quanto somos ruins e é preciso lidar com isso, o que não é fácil.
Eu só quero achar o amor...

"Ainda que eu falasse as línguas dos homens e dos anjos, e não tivesse amor, seria como o metal que soa ou como o sino que tine.

E ainda que tivesse o dom de profecia, e conhecesse todos os mistérios e toda a ciência, e ainda que tivesse toda a fé, de maneira tal que transportasse os montes, e não tivesse amor, nada seria.

E ainda que distribuísse toda a minha fortuna para sustento dos pobres, e ainda que entregasse o meu corpo para ser queimado, e não tivesse amor, nada disso me aproveitaria.

O amor é sofredor, é benigno; o amor não é invejoso; o amor não trata com leviandade, não se ensoberbece.

Não se porta com indecência, não busca os seus interesses, não se irrita, não suspeita mal;

Não folga com a injustiça, mas folga com a verdade;

Tudo sofre, tudo crê, tudo espera, tudo suporta.

O amor nunca falha; mas havendo profecias, serão aniquiladas; havendo línguas, cessarão; havendo ciência, desaparecerá;

Porque, em parte, conhecemos, e em parte profetizamos;

Mas, quando vier o que é perfeito, então o que o é em parte será aniquilado.

Quando eu era menino, falava como menino, sentia como menino, discorria como menino, mas, logo que cheguei a ser homem, acabei com as coisas de menino.

Porque agora vemos por espelho em enigma, mas então veremos face a face; agora conheço em parte, mas então conhecerei como também sou conhecido.

Agora, pois, permanecem a fé, a esperança e o amor, estes três, mas o maior destes é o amor.
"


Coríntios 13.

Este é um texto bíblico que me trás incentivo na minha busca pelo amor, o amor em plenitude, não aquele sentimento banalizado, que esperamos sentir por apenas uma pessoa. Espero que tenha sido clara.
Em busca do amor, nas mais diversas formas.

=)

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